Nem adianta tentarmos fugir, porque o fim de ano acaba sempre nos levando a refletir sobre o que estamos fazendo de nossas vidas. Lembranças afloram, pessoas queridas e que não mais estão conosco nos vêm à mente, arrependimentos, culpas e, fatalmente, as resoluções. As tomadas de decisão. Ou não.

 

Na verdade, a gente se pega, mesmo não querendo, fazendo uma listinha de metas a serem cumpridas, de comportamentos a serem evitados. A gente quer que, dali para a frente, seja mais fácil conseguir estar perto de pessoas queridas, estar mais calmo, com menos problemas, menos ansiedade, lágrimas, ou seja, a gente quer sempre ser mais feliz.

 

E, sim, ser feliz é uma decisão, mas que deveria ser tomada todos os dias, assim que acordássemos. No entanto, o peso do cotidiano, dos trabalhos acumulados, das cobranças, das lágrimas represadas, das coisas que não dão certo, acaba nos distanciando de nós mesmos, de nossa vontade pessoal e intransferível de ser feliz. E, ao final do novo ano, quase nada do que se idealizou se realizou.

 

 

A questão sempre vai ser a forma como abraçamos os nossos sonhos. Se soltarmos as mãos de nossas esperanças, a cada tombo na vida, elas vão ficando cada vez mais distantes. Você tem que se agarrar, sempre, haja o que houver, a tudo aquilo que te faz feliz, para que aquilo que te faz mal se enfraqueça e vá sumindo de sua essência de luz. Somos luz e não podemos deixá-la se apagar.

 

Aproveite o fim de ano para finalizar relacionamentos falidos, amizades falsas, sorrisos hipócritas. Dê um ponto final aos ciclos tóxicos. Dê a si mesmo o melhor presente: a oportunidade de ser realmente feliz. É o que te desejo, que consiga entender a dor que não é sua, sem precisar passar pela mesma dor. Te desejo que possa esperançar, sempre, sem duvidar da força que tens dentro de ti. Você é luz. Nunca se permita apagar.

 

Imagem: Ralph (Ravi) Kayden

RECOMENDAMOS