Com o tempo, a gente aprende tanta coisa, sobre as pessoas, sobre nós mesmos, sobre a vida. Amadurecer dói, mas traz muito aprendizado, para quem estiver disposto a ouvir, a refletir, a perceber as consequências que correm atrás de nós, todos os dias. E um dos aprendizados mais úteis é compreender que as conquistas são nossas e não precisam de holofotes.

 

Em tempos de vitrines virtuais ostentando refeições, viagens, salas de jantar, relacionamentos, o olho grande de quem se sente vazio e se preenche de inveja fica sorrateiramente à espreita, acompanhando vidas que não são suas. E a inveja possui uma carga energética muito negativa, ela leva a pessoa a desejar que o outro seja infeliz, que seja o espelho da própria infelicidade que o invejoso carrega.

 

Pessoas invejosas não suportam te ver feliz. Elas não querem chegar onde você está, porque nem competência elas têm para isso. Elas querem tirar de você o que você conseguiu. Piores pessoas. São capazes de mentir, de puxar tapetes, de tentar destruir a nossa imagem, a nossa família, a nossa vida, com as armas mais baixas, sem se importar com os sentimentos de ninguém.

 

 

Isso não quer dizer que deveremos parar de postar, de contar nossa felicidade, de querer sempre mais, porém, cautela nunca fez mal a ninguém. É preciso, sobretudo, contentar-se com si mesmo, vibrar com as conquistas, principalmente junto a quem torça por você de verdade, a quem ficou ao seu lado enquanto você lutava, caía, chorava, suava. Não tem nada mais satisfatório do que comemorar com quem te abraça por dentro, por quem te admira, te motiva, te ama.

 

É por isso que eu adoro as conquistas silenciosas, sem alarde, sem vitrine, sem holofotes. Elas alcançam somente aquelas pessoas que torcem verdadeiramente por nós, ou seja, quem importa, quem jamais seria capaz de olhar com inveja e maldade aquilo que conquistamos por merecimento. Melhores pessoas.

 

Imagem: Japheth Mast

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