Não é incrível como existem pessoas prontas a nos diminuir, a nos criticar, a nos desvalorizar? Parece que, quando chegamos ao lado delas, tudo vira nuvem, tudo anoitece e nos sentimos a pior pessoa da vida. Quando estamos com elas, nada do que fazemos é o certo. Não podemos aceitar isso.

E o pior, sabe-se lá por quê, é que muitos de nós não conseguimos cortar relações com essas pessoas. Infelizmente, temos a tendência a relevar, a deixar para lá, e continuamos mantendo por perto gente que deveria estar bem longe. Algumas situações nos obrigarão a permanecer por um período ao lado de pessoas desagradáveis, como em empregos, por exemplo. Porém, teremos que dar um basta, tão logo percebamos que a pessoa nos faz mal.

Não raro, dentro de nossa própria família, existirão pessoas com esse tipo de comportamento, cobrando-nos e comparando-nos à exaustão. Questionarão o porquê de não termos filho, marido, namorado. O porquê de não termos terminado a faculdade, de não termos um emprego, de não termos uma casa. Farão comparações entre nossa vida e a vida de quem elas acham ser modelo de alguma coisa. Um porre.

E isso acontece também no trabalho, nas rodas sociais, onde estivermos. Trata-se de pessoas que não se importam nem um pouco com os sentimentos dos outros, são os donos da razão, incapazes de enxergar o mundo além da órbita do próprio umbigo. Enquanto atropelam as autoestimas alheias, muitos de nós ainda não conseguimos nos colocar em toda nossa contrariedade, poupando essa gente enxerida que não poupa ninguém.

Um conselho: não tem essa deu que a pessoa é da família, é amiga de infância. Não tem essa de que a pessoa é assim mesmo e não vai mudar. Não tem essa de que a pessoa não fala por mal. Não interessa, ela faz mal a você, sim. É maldade criticar a vida, as decisões e as escolhas do outro. Afaste-se, tome distância, muita distância, de quem faz você se odiar. Você tem o direito e o dever de se amar, sempre e apesar de tudo. Nunca esqueça isso.

Imagem: Martin Wyall

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